segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Grávidas ao volante – riscos e cuidados

Dirigir estando grávida é uma necessidade para a maioria das mulheres, mas neste período, a atenção da mulher se reduz e alguns cuidados devem ser tomados

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Foto: Thinkstock
Já se foi o tempo em que, ao engravidar, as mulheres tinham que mudar totalmente sua rotina ficando o maior tempo possível de repouso. Hoje em dia, embora muitas até preferissem se dar a este luxo, o ritmo acelerado do dia a dia, as longas horas de trabalho e a necessidade de se mover de um lado para outro com mais rapidez, faz com que boa parte das gestantes continuem com as suas tarefas comuns do dia a dia até os últimos meses de gravidez, exceto é claro, nas gestações de risco.
Como forma de otimizar o tempo entre uma obrigação e outra, muitas mulheres continuam a dirigir durante a gravidez, mas para manter-se segura e proteger o bebê, alguns cuidados devem ser tomados.

No início da gravidez, o risco fica por conta dos frequentes enjoos e tonturas, que podem aumentar o risco de acidentes. Além disso, os reflexos da mulher durante a gestação ficam naturalmente mais lentos, a movimentação do bebê na barriga pode fazer com que a mulher não mantenha sua atenção 100% voltada para o trânsito.
Nos últimos meses, quando a barriga se torna mais avantajada, além de incômodo, dirigir pode se tornar uma atividade muito perigosa, pois qualquer freada brusca, derrapada, pequenas colisões e acidentes, podem fazer com que a barriga que está muito próxima ao volante seja afetada causando descolamento de placenta, hemorragias, lesões tanto para mãe quanto para o bebê e até induzir partos prematuro.
Antes da implantação do Código Nacional de Trânsito, em 1997, a legislação proibia que grávidas com mais de cinco meses de gestação dirigissem, já no código atual, essa proibição foi retirada e não existe nenhuma restrição para dirigir grávida. Grande parte dos médicos também não proíbem que suas pacientes gestantes conduzam seus veículos, mas quanto maiores forem os cuidados, menores são os riscos. Confira uma lista com cuidados básicos para proteger mamãe e bebê.

Cinto de segurança

O cinto deve ser ajustado de modo que a faixa diagonal fique passe pela linha dos ombros e fique cruzada sobre o peito e a faixa horizontal fique bem abaixo do útero. Embora o cinto possa causar algum desconforto para a motorista, ele não afetará o bebê e mesmo quando a barriga estiver muito grande, a gestante deve utilizar o cinto, tanto ao volante quanto no banco do passageiro.

Pedais

A necessidade de afastar o banco para caber a barriga, pode dificultar o acesso aos pedais. Afastar o banco o máximo possível do volante é uma medida de precaução para proteger a barriga, mas o acesso aos pedais deve ser seguro e cômodo.

Banco

Quanto mais confortável a motorista se sentir, melhor e quanto mais reta for a postura de sua coluna, menos dores ela sentirá, principalmente para quem passa muito tempo no trânsito.

Tempo

Quanto menos tempo a gestante permanecer ao volante, melhor, para evitar o estresse, inchaço das pernas, dificuldade de retorno venoso e hipoglicemia. Mais que duas horas ao volante pode ser prejudicial, mas se não tiver jeito, o ideal é intercalar paradas para alongar as pernas, movimentar o corpo e relaxar, já que o estresse em grávidas é mais prejudicial do que para quem não está em fase gestacional.

Velocidade

Com reflexos mais lentos por conta da gestação, o ideal é que as gestantes dirijam em velocidade mais lenta que o habitual, para poder prevenir freadas, identificar buracos e reduzir os riscos de acidentes.
Se você estiver grávida, já sabe que não precisa alterar drasticamente o seu estilo de vida, mas converse com o seu médico, explique a sua rotina e as suas necessidades. Não deixe de considerar alternativas como pegar caronas e andar de táxi, o que além de mais seguro, vai te dar um tempinho a mais para curtir a barriga com tranquilidade.

Por Daniela Azevedo(Dicas de Mulher)

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