sábado, 10 de novembro de 2012

Saiba tudo sobre isquemia

Conheça os tipos de isquemia, saiba como se prevenir contra o problema e aprenda a identificar um AVC isquêmico

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Foto: Thinkstock
A isquemia, ou acidente vascular cerebral isquêmico, é uma ocorrência perigosa que acontece quando uma obstrução em uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma área do cérebro. Como resultado disso, as células da área afetada morrem, causando diversas sequelas ou até mesmo a morte.
Após uma isquemia, a pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular.

Um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas é o tempo decorrido entre o início da isquemia e o recebimento do tratamento necessário. Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora para ser iniciado.
Alguns dos fatores de risco que contribuem para o seu aparecimento são: hipertensão arterial, a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo e a obesidade.
Como estes fatores podem ser prevenidos ou tratados, 80% das isquemias poderiam ser evitadas.

Hábitos cotidianos para a prevenção da isquemia

  • Cuide da saúde cardiovascular, controle a pressão arterial, mantenha as taxas de colesterol e glicose em bons níveis;
  • Não fume;
  • Mantenha uma rotina ativa, faça exercícios físicos regularmente;
  • Alimente-se de maneira saudável, evite excesso de gordura, bebidas alcoólicas, açúcar e sal.

Como identificar uma possível isquemia: os sintomas

  • Fraqueza nos membros: a súbita falta de força dos membros, que pode variar desde uma fraqueza muito suave até a paralisia total. Dormência, formigamento ou uma sensação de leves picadas de agulhas podem também estar presentes;
  • Assimetria facial: paralisia facial unilateral que preserva a metade superior da face. Há um desvio da boca na direção contrária ao lado paralisado;
  • Alterações da fala: afasia e a disartria.
  • A afasia ocorre quando há incapacidade do paciente em nomear objetos e coisas, repetir uma palavra dita ou, em alguns casos mais graves, escrever e compreender significados, perdendo a habilidade da linguagem globalmente.
    Na disartria o paciente perde a habilidade motora para mover os músculos da fala de modo a articular corretamente as palavras, às vezes tornando a comunicação incompreensível;
  • Confusão mental: perder a noção do tempo e espaço ou mesmo chegar a um nível de demência;
  • Alterações na marcha: dificuldade em andar ou manter-se em pé sem apoio por desequilíbrios, perda de força ou alterações na coordenação motora;
  • Crise convulsiva: abalos motores generalizados associados à perda da consciência.
Diante de uma suspeita de isquemia, por conta da presença de alguns dos sintomas, a pessoa deve ser levada imediatamente a um hospital. O médico pedirá uma tomografia ou uma ressonância magnética do cérebro para avaliar com exatidão a dimensão, a causa, o local e a gravidade da possível lesão.

Tipos de isquemia

  • Trombótica: entupimento por um coágulo formado numa artéria que irriga o cérebro devido à aterosclerose;
  • Por embolia: coágulo formado em outra parte do corpo e levado a uma artéria do cérebro pela circulação sanguínea;
  • Insuficiência circulatória: falha no coração, que deixa de bombear sangue suficiente ao cérebro.
Existem drogas capazes de evitar a morte ou as sequelas em quem é vitimado por uma isquemia. Estas desfazem os coágulos e reestabelecem prontamente a circulação, mas, para surtirem efeito, devem ser ingeridas no máximo três horas depois do início do ataque.

Tratamento após uma isquemia

Para que o paciente possa ter a recuperação de suas capacidades e uma melhora na qualidade de vida, ele deve ser analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, como fisioterapeutas, médicos e psicólogos. A reabilitação deve começar no hospital e se prolongar conforme a necessidade de seu caso clínico.

Por Giselle Coutinho(Dicas de Mulher)

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