sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Insônia infantil

O problema que afeta cerca de 35% das crianças abaixo dos cinco anos, atrapalha o sono e a vida dos pequenos

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Foto: Thinkstock
A dificuldade para dormir é um problema que afeta entre 5% e 10% da população geral e pode atrapalhar, além do sono, a vida das pessoas, inclusive a das crianças, que também podem sofrer com esse mal.

Como identificar o problema?

A insônia infantil pode ser caracterizada como inicial, quando a criança apresenta dificuldade para adormecer, ou intermediária, quando o sono da criança é interrompido e ela não consegue voltar a dormir.
O problema é considerado como insônia quando ao menos uma das situações citadas se repete por um período de três semanas. Nesses casos, é preciso buscar a ajuda de um especialista, já que, de acordo com o Instituto do Sono, “a insônia é a ponta de um enorme iceberg” e pode ser o sinal de que algo está perturbando a criança.

Segundo especialistas, a insônia deve ser analisada sob três aspectos: físico, psicológico e social. No caso das crianças, a dificuldade para dormir pode estar relacionada com problemas físicos, como alergias, refluxo ou algum tipo de inflamação; problemas que afetam o psicológico, como a fase dos pesadelos ou o medo; e problemas sociais, como a falta de rotina, a entrada da criança na escola, a chegada de um irmão ou ainda a separação dos pais.
Já de acordo com a fase em que a criança está, a insônia infantil pode ser caracterizada como primária ou secundária. A insônia primária surge a partir dos dois meses de vida, pois antes disso é muito difícil caracterizá-la pela irregularidade do sono. Os recém-nascidos dormem, em média, 16 horas por dias, levando em conta de que acordam de três em três horas para alimentar-se. Algumas crianças apresentam irregularidades nesses ciclos, no entanto, se a criança desperta com frequência durante a noite e chora, procure um médico, pode ser sinal de insônia.
Por outro lado, a insônia secundária manifesta-se em crianças a partir do segundo ano de vida e que já haviam estabelecido uma organização adequada do sono quando começam a apresentar despertares durante a noite. A criança de dois anos precisa de 12 a 14 horas de sono, incluindo cochilos. Logo, se os despertares persistirem, procure um especialista.

Quais as consequências da insônia infantil?

Segundo médicos especialistas, a insônia infantil leva ao choro fácil, irritabilidade, mau humor, dependência dos pais, olheiras e até possíveis problemas de crescimento, já que o hormônio do crescimento é produzido durante o sono. Além disso, o problema acarreta o baixo desempenho escolar, insegurança, timidez, dificuldade de relacionamento e solidão.

O que os pais devem fazer?

Assim que os pais perceberem que há algo errado com o sono da criança, é preciso buscar a ajuda do médico pediatra para que ele possa diagnosticar suas causas e desenvolver o tratamento, que pode ser feito com homeopatia ou ainda medicamentos fitoterápicos.
Além disso, é fundamental que os pais repensem o ambiente em que a criança está dormindo, assim como sua rotina. Crianças agitadas, que sentem medo, que recebem muitos estímulos antes de dormir, como por exemplo, a televisão e outros tipos de barulho, ou que não possuem uma rotina, podem apresentar dificuldades para dormir. Nesses casos, algumas medidas simples podem ajudar. Procure conversar com os pequenos a fim de tranquiliza-los, explicando melhor sobre os pesadelos e deixando claro que dormir sozinho não é um problema.
Outra sugestão é incentivar a companhia de um bicho de pelúcia ou colocar dois irmãos no mesmo quarto para que um faça companhia ao outro. Além disso, vale apostar na iluminação do quarto, que deve ser aconchegante, e na rotina, necessária para as crianças pequenas. Estabeleça um ritual para a hora de dormir, como por exemplo, tomar banho, jantar, contar uma história e ir para a cama. Se mesmo assim os sintomas persistirem, procurar um psicólogo pode ajudar.

Por Fernanda Boito(Dicas de Mulher)

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