quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Criança no carro: cuidados para segurança

Conheça os dispositivos de proteção obrigatórios por lei e as indicações dos pediatras para o transporte de crianças no carro

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Foto: Thinkstock
Poder proporcionar passeios com crianças no carro tanto em trajetos rápidos quanto em viagens é muito satisfatório. Isto, somado à praticidade do uso do carro na rotina cheia de atividades de uma criança, faz com que os pais não abram mão de levar seus filhos por toda parte neste meio de transporte.
Porém é necessário estar atento para transportar crianças no carro da maneira correta, não só para atender a legislação, mas para garantir a segurança no trânsito.
De acordo com o Ministério da Saúde, os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte de crianças e adolescentes entre um e 14 anos no Brasil e grande parte do caráter letal destes acidentes para este grupo se deve à forma inadequada que muitas crianças ainda são transportadas em automóveis.

Proteção das crianças no carro

A legislação brasileira exige, além do cinto de segurança para os adultos, a utilização de dispositivos de segurança para crianças, pois estas possuem algumas estruturas ainda em formação e podem sofrer maiores danos em acidentes se não estiverem adequadamente protegidas.
Os dispositivos indicados que podem salvar a vida das crianças são as já conhecidas cadeirinhas, também chamadas de ASI, Assentos de Segurança Infantil, que devem ser usados em quaisquer trajetos, independente da distância a ser percorrida.
Muitos pais acham que os mecanismos exigidos por lei são uma proteção excessiva e que se o motorista for prudente, não haverá frenagens e curvas bruscas, nem batidas e, portanto os ASI são dispensáveis.
Mas é importante entender que estes assentos de segurança não servem apenas para proteger as crianças em caso de acidente, mas também prevenir que, por não terem discernimento, estas exponham os ocupantes do veículo a situações de risco durante o deslocamento, abrindo portas e janelas, ficando de pé, circulando ou saindo do interior do carro, ou mesmo mexendo no volante ou câmbio, por exemplo. O uso do assento de segurança é tão importante quanto manter o carro organizado e sem objetos pontiagudos perigosos perto das crianças.
Quem infringir a lei, circulando com crianças no carro sem os ASI, está sujeito, pelo Código Brasileiro de Trânsito, à multa alta e perda de sete pontos na carteira de motorista.

Como usar adequadamente os Assentos de Segurança Infantil e proteger as crianças

Existem três os tipos de assentos capazes de garantir a segurança das crianças: o bebê conforto, as cadeirinhas e os assentos elevadores. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, para escolher o assento correto é necessário considerar o peso e idade da criança:
  • Bebê conforto: protege crianças com peso abaixo de nove quilos e com menos de um ano de idade e deve ser preso no carro através do cinto de segurança, no banco traseiro e posicionado de costas para o para-brisas;
  • Cadeirinha: deve ser usada por crianças que já conseguem sentar sozinhas, com no mínimo um ano de idade, e preso no banco traseiro do carro pelo cinto de segurança, posicionado para frente do carro.
  • Existem cadeirinhas adaptáveis que podem ser utilizadas inicialmente da mesma maneira que o bebê conforto num primeiro momento e, posteriormente, na posição da cadeirinha;
  • Assento elevador: são para crianças com mais de 18 quilos, mas que ainda precisam de um suporte que adeque a posição dos três pontos do cinto no corpo.
Segundo o Dr. Sergio Oliveira, professor de pediatria do departamento de Medicina da Universidade Estadual de Maringá, não usar os assentos equivale a negligenciar a necessidade de segurança da criança, o que pode configurar como maus-tratos infantis.
Por isso, não se deixe levar pela insatisfação da criança no uso deste dispositivo, pois, ainda que ligeiramente incômodo, ele é garantia de segurança e boa educação no trânsito. Crianças que usam os assentos de segurança, provavelmente serão adultos responsáveis que compreenderão a importância também do cinto de segurança.

Por Giselle Coutinho(Dicas de Mulher)

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